Novas regras para os concursos para a magistratura

quinta-feira, 14 de maio de 2009 Deixe um comentário

Quer ser juiz? Então fique de olho:


Na última terça-feira (dia 12), o CNJ determinou as regras para todos os concursos da magistratura. Ao ler as 20 páginas da resolução, achei louvável a medida, pois agora o concurseiro pode se preparar com antecedência e concorrer ao mesmo concurso em outros estados sem correr o risco de se deparar com editais divergentes.

Um dos pontos positivos da resolução é que as questões objetivas serão agrupadas por disciplina e nos respectivos blocos, devidamente explicitados. (art. 36). Ainda bem! Já vi muitas provas de concursos que  pareciam exames psicotécnico, onde as questões se misturavam. Você lia e não sabia se o assunto exigido era Direito Civil, Administrativo, Constitucional...agora as disciplinas devem ficar separadas e explicitadas.

Por outro lado, creio que será muito criticado o parágrafo único do artigo terceiro, que prevê que a empresa terceirizada somente poderá fazer a prova objetiva seletiva. Vejamos:

Art. 3º (...)

Parágrafo único. A Comissão de Concurso incumbir-se-á de todas as providências necessárias à organização e realização do certame, sem prejuízo das atribuições cometidas por esta Resolução, se for o caso, às Comissões Examinadoras e à instituição especializada contratada ou conveniada para realização da prova objetiva seletiva.

E vocês? o que acharam dessa novidade?

4 comentários »

  • Carla Caroline disse:  

    Espero que melhore.

    Estou otimista com as mudanças.
    Quanto mais transparência melhor...

    Quanto a restrição a elaboração da prova objetiva, eu não entendo por prejudicial, pois as provas dissertativas, assim como a fase de elaboração de peças, são exames mais voltados ao aspecto prático da profissão e nada mais justo que o próprio Tribunal direcione a avaliação, visando explorar os aspectos mais relevantes para a atuação profissional do futuro magistrado.

  • Anônimo disse:  

    Entendo por prejudicial. É nítido que poderá haver "direcionamento" das demais provas, como de fato ocorre em muitos Tribunais que organizam suas próprias provas.

  • Lyra disse:  

    Concordo!!! Se for aplicado certo será melhor... porém se usado de forma errada tem de a prejudicar aos concurseiros!!!

  • Darwin disse:  

    Regra muito interessante é a do art. 36, páragrafo único:

    Art. 36. As questões objetivas serão agrupadas por disciplina e nos respectivos blocos,
    devidamente explicitados.

    Parágrafo único. Se a questão for elaborada sob a forma de exame prévio de proposições
    corretas ou incorretas, constará de cada uma das alternativas de resposta expressa referência, em
    algarismos romanos, à assertiva ou às assertivas corretas, vedada qualquer resposta que não indique com
    precisão a resposta considerada exata.

    Percebam que, pela nova regra, ficam vedadas formulações de questões assim: são dadas 5 assertivas. Nas alternativas de respostas eles colocavam (CESPE) "estão corretas: a) 1 assertiva; b) 1 assertivas; ... e)5 assertivas".

    Percebam que esse tipo de questão tornava muito dificil recorrer do gabarito, porque se tornava necessário verificar cada uma das assertivas, porque não se tinha como saber quais as corretas/incorretas.

    é isso.

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